Mas se por um lado é bom dar um tempo nessa rotina, o período de férias significa achar coisas pra manter os 3 ocupados. Haja criatividade. E pra falar a verdade, acho que a falta de rotina cansa mais do que enfrentá-la. Em todo o caso, que venha Julho!
junho 30, 2009
férias!!!
Mas se por um lado é bom dar um tempo nessa rotina, o período de férias significa achar coisas pra manter os 3 ocupados. Haja criatividade. E pra falar a verdade, acho que a falta de rotina cansa mais do que enfrentá-la. Em todo o caso, que venha Julho!
junho 29, 2009
lição de casa [18]
... às sete da noite o papai aqui lembro da lição. Foi aos 44 do segundo tempo! Ainda bem que era tranqüila e eles fizeram rapidinho, mas já com os olhos piscando duro. A lição pedia que colocassem em ordem 4 cenas da história da Bambolina, que vieram ilustradas em quadrinhos, recortando e colando numa folha anexa que já continha 4 quadrados numerados de 1 a 4.
A Laura ficou meio indignada por que as cenas não estavam na ordem do livro e ela achou que tinha que colar na mesma ordem em que as ilustrações vieram. Então expliquei que a lição justamente pedia para colocar as cenas na ordem conforme aconteciam no livro. Acho que ela estava cansada. Já o Diogo, como sempre, não precisou de muita orientação e fez tudo sozinho, com rapidez e, melhor de tudo, fez tudo certo.
É isso aí, amanhã é o último dia de aula!
falando da caixinha...
...não é que no mesmo dia em que escrevi sobre isso o blog da grávida contou suas experiências com o leite da caixinha. Vale a pena ler.
Apesar do assunto do blog estar longe dos meus horizontes, pelo menos assim espero, a próxima gravidez na minha vida deve ser a da Laura [ou a dos meninos, quem sabe?], o blog da grávida é muito legal.
Apesar do assunto do blog estar longe dos meus horizontes, pelo menos assim espero, a próxima gravidez na minha vida deve ser a da Laura [ou a dos meninos, quem sabe?], o blog da grávida é muito legal.
junho 27, 2009
o sábado começa assim...
...e pensar que os sábados já começaram assim!
junho 26, 2009
pai, o que é isso aqui?
Durante o banho, o Mario pergunta: ‘O que é isso, pai, embaixo do meu pirulito?’ mexendo, esticando, examinando.
‘Isso é um saquinho’.
‘E o que são essas duas coisas aqui dentro?’ apertando, apalpando, investigando.
‘São duas bolinhas’.
Achei que teria que enfrentar mais perguntas, mas ele estava satisfeito.
‘Duas bolinhas, é? Ah! Tá bom!’
assunto quente
E olha só que importante, esse blog aqui teve a honra de ser o primeiro link de blog de pai na sua extensa lista. Genial!
Agora, não pensem que é por isso que estou escrevendo mais posts sobre o assunto, pra aproveitar a onda do assunto. Nada disso, os posts estavam prontos desde ontem e não publiquei antes pra não bater muito o tema num dia só.
testosterona
Os dois aqui em casa são bem, digamos, comportados. Não saem batendo nos outros, agredindo, chutando as coisas. O bracinho da Laura é um pouco mais solto e pesado que os dos meninos. Eles são mais de conversar sobre as coisas que não gostam, sobre o que não os agrada. Ensinamos todos assim.
Noto que os meninos estão bem agitados, correndo mais, gritando mais. Na verdade, acho que se olhar com atenção dá pra ver os hormônios vazando, transbordando, saído pelos poros. Acho que se andarem descalços pela casa vão deixar pegadas molhadas de hormônio. Os dois estão tendo acessos de gargalhadas com mais freqüência. Eles entram nuns mantras entre eles, falam coisas que só eles entendem e rolam de rir. A Laura sobra. E quem mais estiver por perto.
a vida sem Michael Jackson
Michael Jackson morreu ontem, aos 50 anos. Ele já era um astro pop com 10 anos de idade, cantando com o Jackson 5. Meus filhos crescerão sem sua presença como grande ícone pop. Vão ouvir falar dele como uma grande estrela, o rei do pop. Vão escutar suas músicas como coisa do passado. Para eles Michael estará associado a uma geração [ou mais que uma], a um determinado período, aos anos 70, 80, 90. Eles vão crescer sem Michael Jackson mas ainda serão marcados por ele.Não que eu fosse seu grande fã, nada disso. Gostava mais de suas músicas do primeiro e segundo álbum solo, quando a cor de sua pele ainda era a original, aquela com que nasceu mas tentou apagar. De qualquer modo, fiquei imaginando o que seria uma perda equivalente para a minha geração. Sem quem eu cresci e que era um ícone para as gerações anteriores? Acho que Jimmy Hendrix e Janis Joplin. Hendrix foi tão importante pra geração que viveu o fim dos anos 60 que até museu e arquitetura o cara inspirou. O prédio do EMP tem uma das partes com o mesmo roxo que a guitarra de Hendrix.
Cresci sem eles mas eles me marcaram assim mesmo. Os 2 morreram em 1970, quando eu tinha 7 anos. Eu devo tê-los escutado nessa época, mas não me lembro. Dessa época lembro do The Beatles. Seu último álbum é justamente de 1970, Let it be. Eu gostava das músicas Get back e Let it be. Poderia dizer que cresci sem eles também, mas eles continuaram lá, na minha vida, com suas carreiras solo. Mesmo separados eles continuaram sendo os Beatles para todas as gerações seguintes. Será que isso vai acontecer o Michael Jackson?
[escrevi mais sobre Michaael Jackson aqui]
junho 25, 2009
pilota
conversa de menino
Eu ia chegando no banheiro quando peguei uma conversa dos meninos no chuveiro, enquanto um saía e outro entrava no banho.
Mario: ‘Diogo, qual o nome do seu peru? O meu é pirulito!’
Diogo: ‘O peru pode ter vários nomes, Mario, pipi, pinto, o meu é pepino!’
Mario: ‘E o seu pai, qual é o nome do seu peru?’
Pensei por um instante se deveria dar uma resposta que ampliaria ainda mais o repertorio de nomes do peru. Achei melhor não.
Eu: ‘O meu é peru mesmo’.
Mario: ‘Diogo, qual o nome do seu peru? O meu é pirulito!’
Diogo: ‘O peru pode ter vários nomes, Mario, pipi, pinto, o meu é pepino!’
Mario: ‘E o seu pai, qual é o nome do seu peru?’
Pensei por um instante se deveria dar uma resposta que ampliaria ainda mais o repertorio de nomes do peru. Achei melhor não.
Eu: ‘O meu é peru mesmo’.
junho 24, 2009
caixinha de leite
Foram tantas as peripécias com leite ao longo desses 5 anos que hoje sinto até falta do movimento em torno do assunto. Mamadas no peito de 2 em 2 horas pra 3 de uma vez não era mole. Claro que deu certo por pouquíssimo tempo, enquanto Bia teve resistência física pra isso. Passamos a fazer um revezamento, a cada 2 horas um deles mamava no peito e os outros 2 mamavam uma pequena mamadeira de NAN. Até hoje guardo as anotações que fazíamos sobre como estava reagindo cada um. Tínhamos um quadro na parede do quarto dos 3 onde anotávamos tudo a cada dia e depois passávamos para um caderno pra poder acompanhar a evolução deles no longo prazo.Passado um ano dessa maratona, introduzimos o leite de vaca. Na verdade leite de caixinha, porque aquilo não é leite de vaca. Tudo bem, claro que é, mas convenhamos, um produto perecível como o leite agüentar sem geladeira até 6 meses na embalagem? Tem algo diferente aí, não tem não? Eu sempre dizia ‘isso não é leite, isso e água, dá na mesma’. Quando eles ficavam entupidos, encatarrados, para o horror de muitos, eu misturava meia mamadeira de água filtrada no leite. Isso foi na época daquele escândalo do leite, quando descobriram que as cooperativas adulteravam o leite, misturando soda cáustica, em meados de 2007, lembra?
Nessa época, eles mamavam muito. Era uma coisa absurda. Eu ia aos mercados de atacado e comprava 9 caixas de leite, daquelas que vêm com 12 caixinhas de 1 litro. Era fogo, mas mesmo assim foi um alivio no orçamento sair do NAN pra caixinha. Mas não é de leite que quero falar, já falei disso antes. Quero falar da caixinha do leite.
A caixinha do leite sempre me incomodou. E muito. Nunca entendi como é que um produto essencial como o leite podia ter uma embalagem tão precária. Como é que abre aquilo? Corta uma ponta, duas? Como é que segura pra servir? Por cima, por baixo, aperta, não aperta? Como é que serve sem derramar? Se cortar uma ponta, na hora de servir o leite vem em golfadas que vão além do recipiente em que se quer derramá-lo. Se cortar duas pontas, o leite escapa pela abertura que fica atrás. O fato de ter que usar uma tesoura pra abrir a embalagem já é um atestado negativo contra ela.
E na hora de guardar, o que se faz com as pontas abertas? Dobra-se. Pra cima ou pra baixo? Existe uma convenção de que se deve dobrar a ponta pra baixo. Todo mundo faz isso automaticamente. Mas então vaza leite! Eu dobrava pra cima pra evitar o vazamento, mas mesmo assim não é um fechamento ideal. Pior que a caixinha de leite, só mesmo o saquinho. Como pode uma embalagem de um líquido que não para em pé? Como pode uma embalagem que não funciona por ela mesmo, sem ajuda de acessórios?
Por causa desses inconvenientes da caixinha [e também do saquinho], inventaram uma série de acessórios pra caixinha: um bico com tampa que se atarrachava com rosca, um suporte com base e alça pra segurar e servir e outros que sempre considerei absurdos. Uma embalagem deve se bastar, deve cumprir sua função, deve ajudar o usuário no momento de utilizar o produto e não se tornar um empecilho, um problema que demanda o uso de ferramentas e acessórios.
Como arquiteto, posso dizer que entendo um pouco de embalagem por que, embalagens são design puro, resultado de um projeto. O objetivo de uma embalagem é ser funcional, prática, de uso fácil. Ao mesmo tempo, deve ser bonita, agradável aos olhos, ao tato. Há as que privilegiam a funcionalidade e há as que privilegiam a beleza. Uma boa embalagem deve equilibrar funcionalidade e beleza e isso se expressa através da forma. Outro aspecto das embalagens é que devem ser pensadas da produção ao consumo, ou seja, sua fabricação deve atender certos requisitos técnicos que permitam fazê-la em escala, deve permitir armazenamento apropriado e deve propiciar o uso adequado pelo usuário final. Então, qual é a da caixinha do leite?
A caixinha do leite é adequada apenas para a produção. O consumidor final que se vire com ela na hora de usar. Não é o uso que está em questão na caixinha de leite, mas a produção, o armazenamento, o transporte. Acho bastante compreensível que num país como o nosso, fosse necessário encontrar uma embalagem barata e funcional, que permitisse produção e transporte em escala e ao mesmo tempo armazenasse adequadamente, por um longo período, um alimento essencial. Num país pobre como o nosso, o leite tinha que prescindir de geladeira. Ainda tem. Então, além do processo de pasteurização, a embalagem deveria prolongar sua durabilidade.
Leite longa vida! Acho que a caixinha do leite longa vida é boa mesmo, de verdade, pra Tetra Pak, que a produz. Acho que o custo de uma caixinha é maior que de um litro de leite. A Tetra Pak ganha mais que o produtor do leite. Nem pra reciclagem a caixinha é própria, por que é feita de multicamadas de materiais diferentes que não podem ser separados.
Do ponto de vista da saúde pública, do ponto de vista social, do ponto de vista de um país desigual que precisa atender minimamente a todos os cidadãos, a caixinha de leite responda bem. Mas, do ponto de vista do design, é sofrível. Eu, pelo menos, sofri com isso por muito tempo. Mas tenho que admitir que por um bom tempo, essa embalagem com design sofrível resolveu nosso problema de compras e armazenamento. Seria inimaginável comprar leite de 2 em 2 dias ou armazenar outra embalagem que não fosse a caixinha.
Agora os tri tomam bem menos leite. Deveriam até tomar mais. Mas com uma caixa e meia [18 litros] por mês nos viramos bem. Nem Bia nem eu tomamos leite. Somos do café, litros pela manhã. Agora inventei de tomar uns chás. É engraçado vê-los tomando café com leite de manhã, não gostam dos chocolates em pó. Outra coisa que amenizou um pouco o sofrimento foi que achei um leite de caixinha com tampa. Não aquela tampinha tipo bico de pato, que também é ridícula. Achei uma com tampa de rosca! Que avanço! Menos mal! Estou livre da tal caixinha!
junho 23, 2009
+ 1 blog!
Um blog novo de pai de trigemeos! Tri-Felizes. Como nos, sao 2 meninos Cezar Augusto e Vitor Augusto e 1 menina, Ana Laura. Parabens, Carlos.
junho 22, 2009
lição de cidadania
Diogo, fala coisas que saindo da boca de um menino de 5 anos, soam engraçadas. Outro dia ele me disse, nem lembro em que circunstâncias: ‘E o que você faz numa situação dessas, hein, Pai?’ Outras vezes fala coisas que nos lembram questões da maior seriedade. Acordando no domingo pela manhã, ele disse: ‘Pai, você sabia que todas as pessoas são diferentes, que cada pessoa é uma?’
tô cansado disso
Aqui em casa chamamos a ‘peça masculina’ de peru. Não acho pipi muito bonito embora ache pipinha engraçadinho [pra pecinha feminina]. Pinto, acho terrível. Então, ficou peru mesmo. Essa do Mario foi demais.
Ele: ‘Pai, meu peru tá grande!’
E eu: ‘Sei, Mario, é normal, né filho.’
E ele, com cara de enfado: ‘Tô cansado disso, pai, toda hora ele fica grande.’
Eu, sem querer dar muita importância ao assunto, que para ele parecia importantíssimo: ‘Tudo bem, Mario, ele já vai voltar ao normal.’
Me segurei pra não gargalhar na frente do menino, que falava seríssimo. E pensei com meus botões, Ah!, como no futuro ele vai gostar disso e querer que sempre aconteça...
Logo depois ele me deu um feedback da situação: ‘Pai, já tá médio!’
Ele: ‘Pai, meu peru tá grande!’
E eu: ‘Sei, Mario, é normal, né filho.’
E ele, com cara de enfado: ‘Tô cansado disso, pai, toda hora ele fica grande.’
Eu, sem querer dar muita importância ao assunto, que para ele parecia importantíssimo: ‘Tudo bem, Mario, ele já vai voltar ao normal.’
Me segurei pra não gargalhar na frente do menino, que falava seríssimo. E pensei com meus botões, Ah!, como no futuro ele vai gostar disso e querer que sempre aconteça...
Logo depois ele me deu um feedback da situação: ‘Pai, já tá médio!’
junho 20, 2009
lição de casa [17]
junho 19, 2009
agulhas e injeções
Talvez a razão pra que eu não tenha medo de injeção e agulhas em geral seja por que quem aplicava injeções lá em casa era meu pai. Pois é. Ele resolveu aprender quando sua mãe, minha avó Betina [seu nome era Albertina], teve um AVC que a deixou na cama por 8 anos. Ela tinha que tomar injeções diariamente e meu pai passava na casa de meus avós religiosamente para cuidar da mãe. [mais sobre meu pai aqui e aqui]
Ele tinha seu próprio kit de seringas e agulhas numa época em que não havia as seringas de plástico e as agulhas descartáveis. Quando eu tinha que tomar injeção, acompanhava todo o processo de preparação, da esterilização à aplicação. Lembro nitidamente de meu pai dando uns petelecos nas ampolas de medicamento antes de quebrar a ponta e inserir a agulha para extrair o líquido, puxando o embolo da seringa. Lembro da seringa se enchendo e depois meu pai de novo dando uns petelecos nela pra acomodar o líquido. Por fim, ele dava uma pequena pressionada no embolo pra retirar todo o ar da seringa. Agora estava pronto pra aplicar a injeção.
Então vinha a pior parte. Ele nos deitava de bruços em sua cama [taí um dos motivos do porque injeções metem tanto medo na criançada, de bruços, de costa, sem poder ver o que vai acontecer, indefeso! Não dá, é mais difícil!], passava um algodão molhado com álcool e aplicava, tudo sob o olhar atento de minha mãe, que o auxiliava na tarefa de nos convencer que a danada da agulhada não doía. Nunca ofereci muita resistência, não. Chorar, chorei muitas vezes. Em compensação, como premio epla coragem e pelo bom comportamento, ganhei muitos carrinhos matchbox nessas ocasiões. Eu tive uma coleção bem grande desses carrinhos quando ainda não eram a febre que são hoje em dia [ainda não existia o hotwheels, eu acho]. Não eram muitos porque tomei tanta injeção assim, mas porque meu pai viajava muito e os trazia de presente.
Ele dominava a técnica muito bem, acho que a coisa era mesmo meio indolor. Antes da aplicação ele explicava como deveria ser feita a aplicação: divide-se a banda da bunda em 4 quadrantes [imaginariamente, claro] e aplica-se no quadrante superior direito, num golpe só, firme e certeiro, porém suave. Sei como se aplica uma injeção, numa necessidade posso fazê-lo, talvez com mais medo do que de tomar uma injeção, mas nunca apliquei. Minha irmã mais velha aprendeu direitinho e aplica muito bem.
Essas ocasiões foram tão marcantes que acabei guardando o kit de seringas e agulhas por muito tempo. Até outro dia me lembro das seringas de vidro rolando aqui em casa em algum lugar. Mas as agulhas ainda tenho algumas. Posso garantir que não são como as de hoje em dia, são bem mais grossas, pelo menos assim parece.
O medo tem que fazer parte da infância. Injeção é como o lobo, ele morrem de medo, mas adoram suas histórias. Agora olha só o que a Bia achou numa dessas convenções e trouxe pras crianças. Umas canetas de uma empresa de mobiliário médico. Meio tenebroso, mas os 3 adoraram.
junho 18, 2009
vacinas
Então, numa sexta-feira, não teve jeito, entraram na agulha. Na hora do almoço avisei que a tarde eles iriam tomar vacina. Tentei dar a noticia e prepará-los da melhor maneira possível, mas não adiantou muito.
‘Adivinha do que é dia, hoje?’ falei em tom animado e de brincadeira.
‘Dia de sorvete!’, tentou a Laura.
‘Dia de passeio!’, disse o Diogo.
‘Dia de piscina!’ arriscou o Mario.
‘Nada disso, hoje é dia de va...va...’ e já pude ver a carinha deles mudando de humor ao mesmo tempo que ouvia uns resmungos chorosos ‘...va...vacinaaaa!’
Pronto, começou a reclamação, o não, não, não e o Mario desandou a chorar. Chorou 10 minutos, dá pra acreditar.
Então expliquei aquela ladainha toda novamente, que vacinas são necessárias, que é preciso tomá-las pra não ficarmos doentes e bla, bla, bla. E acrescentei que eu e Bia também iríamos tomar algumas vacinas. E tomamos mesmo a tríplice adulta e a de hepatite. E por fim afirmei que a agulhinha da vacina nem dói nada. Consegui acalmá-los até o final da tarde quando saímos pra pegar a Bia. Dali partimos pras vacinas. E os 3 fizeram o percurso de 20 minutos de olhos fechados, fingindo dormir, não querendo nem ver pra onde estavam indo, não querendo encarar a realidade que se aproximava, o destino que os levava até a agulha.
Incrível o poder de sugestão de um dispositivo tão pequeno. As agulhas impressionam muito mais do que fazem doer propriamente. Tão finas, tão pequenas, tão poderosas em sugerir a dor.
Na hora de tomar as vacinas fui o primeiro pra ver se encorajava a galera. Nas 2 agulhadas afirmei que não estava sentindo nada, que não doía nada. Depois foi a Bia que também se fez de valente e não sentiu nada. Mas o efeito não foi muito encorajador e os 3 se esquivavam da salinha de vacina.
Até que Diogo se prontificou a ser o primeiro. E se comportou muito bem, chorou um pouquinho e fez aquela cara triste que só ele consegue fazer. Depois foi o Mario, quase arrastado, mas foi, chorou, gritou um pouco e pronto. Então, foi a vez da Laura, que deu um show dos mais horríveis, daqueles que eu detesto. Primeiro foi com a Bia. Não deu certo. Depois entrei em ação. Um pouco de papo, alguma força, uma palmada no bumbum e mais forca pra segurar a ferinha que berrava a plenos pulmões. Até que a primeira agulha entrou naquele bumbunzinho de nada e ela parou de chorar.
Pronto. Missão cumprida. E comprida também. Até 2016! Acho que 7 anos é tempo suficiente pra que eles amadureçam, percam o medo e percebam que tomar vacina não dói. Nem tudo na vida são flores!
[as fotos sao de 2007. Nao tenho muitas fotos dos 3 chorando]
junho 17, 2009
Laura e eu jogando tênis na praia
Ontem ganhei esse desenho de presente. Estava em cima de minha mesa quando cheguei. Achei bárbaro! Ela deve ter gostado muito de ter batido aquelas bolinhas comigo na praia, deve tê-la marcado bastante, pra que fizesse um desenho. Não sou pedagogo nem psicólogo, mas esses desenhos são elaborações importantes que as crianças fazem a respeito das coisas que acontecessem em seu dia a dia. Fiquei emocionado com um presente tão pessoal, sobre as coisas que Laura elabora e que ao mesmo tempo diz respeito à nossa relação de pai e filha.
mesinha dos tri: Luisa, Manuela e Caio
Deixei a mesinha na casa de minha prima Bia e o Lucio passou pra pegar [ainda não nos conhecemos pessoalmente, precisamos fazer isso assim que os tri deles estejam um pouco maiores]. Na verdade é uma versão melhorada da mesinha, com pés de ferro, mais firmes do que os de madeira que eu usei na nossa [foi um modelo que fiz pra ver se vendia o projeto, mas não despertou interesse]. A mesinha estava sem acabamento nenhum [exceto esses fantoches que cobrem a trava de segurança da cadeira que eu acho bem feia mas não consegui resolver de outro jeito] e o Lucio vai poder personalizar [ou customizar, como se diz usando a referencia do inglês] como achar melhor.
Espero que gostem e que seja bastante útil pra eles como foi pra nós.
lição de casa [16]
junho 16, 2009
zôo safári
Diogo, apaixonado por aves, queria ver o pavão primeiro. E foi justamente o que vimos primeiro. As crianças gostaram do avestruz, do macaco e do hipopótamo, que estava dando um show na sua banheira. Enfim, as crianças se divertiram e isso é o que importa.
Na saída um trânsito terrível na avenida do Cursino por causa de um acidente. Nos livrando do trânsito fomos almoçar no restaurante junk food mais famoso do mundo [acho que há mais de 3 anos eu não ia a um desses, não mudou nada, haja padronização hein!] e depois pegamos a estrada pra Campinas. As crianças dormiram feito anjos, destruídos que estavam do delicioso fim de semana.
junho 15, 2009
feriado
As crianças adoram. A companhia dos primos ajuda muito, eles ficam mais felizes, nós também. Contrariando a lógica, quanto mais crianças juntas, melhor, eles se entretêm, tomam conta uns dos outros, se bastam.
junho 10, 2009
a primeira a gente não esquece
Na festa da Tete conversei um pouco mais do que nas outras vezes, que não são muitas, com Bebeto. Sabe como é, quando eu tinha 5, 6 anos, Bebeto já tinha seus 20 e poucos, era o primo mais velho que a gente fica olhando, lá de baixo do nosso metro e pouco, admirado. Isso foi no final dos anos 60, início dos 70, imagina a cena. Calça boca de sino, Corcel, motos importadas, governo militar, repressão. Ele tinha seu próprio quarto, sua própria moto, era um adulto e mais, era meu primo. Era o cara de 20 e poucos anos mais próximo de mim. Lembrei de tantas coisas de minha infância ligadas ao Bebeto e a casa de tio Marioto. A Kombi de tio Marioto, os cachorros Whisky e Coió, o pote de vidro cheio de biscoitos, o quarto dos fundos que tinha umas luvas de boxe e um monte de outras coisas, o quarto do Bebeto cheio de ‘baratinhas’ miniatura.
Ele me deixava entrar em seu território pra ver suas coisas como quem sabe que aquilo faz parte da educação de um menino. Foi no quarto dele, quando eu tinha 6 anos, que vi pela primeira vez fotos de mulher pelada em uma revista Playboy importada. Isso foi, provavelmente em 69, 40 anos atrás...Acho que ele não me repreendeu, apenas disse que era cedo pra que eu visse aquilo e guardou a revista.
Só me lembrei disso depois da festa, não pude contar isso a ele. Com certeza daríamos algumas risadas juntos.
Ele me deixava entrar em seu território pra ver suas coisas como quem sabe que aquilo faz parte da educação de um menino. Foi no quarto dele, quando eu tinha 6 anos, que vi pela primeira vez fotos de mulher pelada em uma revista Playboy importada. Isso foi, provavelmente em 69, 40 anos atrás...Acho que ele não me repreendeu, apenas disse que era cedo pra que eu visse aquilo e guardou a revista.
Só me lembrei disso depois da festa, não pude contar isso a ele. Com certeza daríamos algumas risadas juntos.
minha Dinda faz 60 anos
Minha madrinha, a minha prima Tete, que me batizou quando tinha apenas 15 anos e era afilhada de meu pai, fez 60 anos. O marido, os irmãos e os filhos organizaram uma festa surpresa maravilhosa. Tete é filha de Marioto e Stela, irmã de Bebeto, Lulu, Mimi e Bia. Teve 4 filhos e no ultimo parto teve um casal de gêmeos. Agora é avó de gêmeos, dois meninos, da Fafá, sua segunda filha. Aliás, a festa estava cheia de crianças e os trigêmeos adoraram.
Quando eu era menino, Tete infernizava meu pai dizendo que ia me colocar pra fazer aulas de balé. Imagino o estado em que meu pai ficava. O único filho no meio de 3 mulheres, fazendo balé, seria o fim. Isso durou anos e ela rachava de rir. Assim como meu pai, Tete sempre foi muito espirituosa. Mulher forte, guerreira, professora das boas. Sempre esteve por perto, sempre me acompanhou, sempre fez questão de saber como eu estava, sempre teve um carinho enorme por esse afilhado que nem sempre correspondeu como deveria. É uma grande madrinha.
Enfim, Tete estava muito feliz. Fuad, o marido, estava radiante. É um cara muito animado, pra cima, sempre alegre, feliz, piadista. Foi muito bom rever a todos. Foi muito bom estar com ela em sua festa.
a última visita da bambolina
junho 09, 2009
festa junina
Esse ano Laura quis um vestido novo e, contrariando minhas convicções anti consumo, achei que era um avanço em relação ao ano passado. Fui com ela escolher um vestidinho e a conta saiu até que barata: além dela ter ficado linda no vestido, dançou a quadrilha direitinho.
Na verdade não era bem uma quadrilha mas uma coreografia com uma música bem curtinha, bem conhecida, que tem relação com a fase deles, letramento. Era aquela assim: ‘Convidei a comadre Sebastiana’....com o refrão ‘AEIOUYpsilone’. O Diogo curtiu tudo, a roupa, o bigode, o pandeiro, tudo. Agora, o Mario travou geral, não estava muito feliz. Não dançou nada. Logo o chamamos pra sair da quadra, mas não quis, ficou lá paradão, chorando, de braços cruzados e a amiguinha atrás dele, a Nina, o empurrava gentilmente e ele acedia. Ficou lá até o fim.
Fora isso brincaram adoidado, pescaram e jogaram dados, os três tiveram sorte e ganharam prendas, comeram cachorro quente, docinhos, algodão doce, pintaram e bordaram. No sorteio, a vovó Guguta ganhou uma sacola. Estávamos com sorte mesmo. Chegamos em casa destruídos.
junho 08, 2009
achei a foto!!!
Achei! Mas pensei que não acharia mais. Pensei que tinha ido pro lixo ou coisa assim. Isso deve ser 68, tenho de 4 para 5 anos. Acho que meu pai está chegando de viagem. Isso é o quintal de nossa casa no Brooklyn, em São Paulo. Dá pra ver um pedaço do balanço no canto da foto. Pelo estado da grama e pelas minhas roupas deve ser outono ou inverno. O cão é o Xodó, que deve ter, então, uns 3 anos.Contei pra minha prima Mimi [nos encontramos na festa da Tete] que tinha perdido a única foto com meu pai e, claro, a psicóloga disse que ‘Freud explica’. Eu também tinha pensado no Freud quando não achava a foto de jeito nenhum. Hoje, fui procurar um documento nas pastas do arquivo e tava lá a fotinho. Naquele dia em que separei a foto pra escanear, devo ter mexido nos documentos e a foto foi junto pra pasta do arquivo. E minha cabeça simplesmente apagou isso, não me lembrava disso por nada. Que alívio! Obrigado pela força, gente!
[agora você não vai acreditar o que sumiu, desde sexta-feira. O drive de cd e dvd! Pois é. O computador tem 3 anos e meio, acho que já tá pedindo água!]
a volta da bambolina
Eles trouxeram o livro pra casa, então pude ler a estória e compreender o porquê da boneca ir passar um dia com cada uma das crianças da classe. Bambolina teve uma vida difícil, abandonada por todos que a encontram. Uns tiram proveito dela, a exploram e depois a largam ao deusdará! Até que é esquecida como lixo e quem a salva é o lixeiro que a leva para o ‘médico’ de bonecas. Só então Bambolina é bem tratada e encontra a felicidade. É a história de muitas crianças no Brasil e mundo afora. É uma estória sem palavras e as ilustrações são lindas.
Gostei tanto da estória que entrei em contato com a coordenadora do infantil do Progresso, a Cristina Tassoni, sugerindo que tentassem trazer a peça pras crianças verem, já que ainda está no repertorio ativo da Pia Fraus. Ano passado eles foram a São Paulo com a turma do Infantil 4 pra assistir a peça e depois disso estão evitando ir a São Paulo com uma turminha de crianças. Imagino que a experiência não tenha sido muito boa e concordo, São Paulo tem que ser evitada mesmo. Estou torcendo pra que consigam trazer a peça, vou querer assistir também!
junho 05, 2009
a mochila
Bom, senti que a pressão vinha dos colegas, que devem ter questionado e talvez até gozado os dois por causa da mochila velha. Imagino que os amigos devem ter mochilas do Ben 10, do Batman, Homem Aranha e quetais. Como quem não sabe de nada, comecei a perguntar porque queriam mochilas novas, qual o problema com as mochilas, o que tinha acontecido, até que perguntei se os amigos tinham mochilas novas. Bom, montei o quadro e comecei meu discurso ainda sob os protestos dos meninos.
Disse que não era porque todo mundo tinha mochila nova que eles teriam que ter também. Que a mochila nova fazia a mesma coisa que a velha, que a deles estava ainda muito boa e a gente só compra coisas novas quando as velhas quebram. Dei o exemplo do nosso carro [que nem é tão velho assim, mas frente a troca de carro de 2 em 2 anos que se faz por aqui, fica parecendo uma antiguidade] que era velho mas funcionava bem, fazia o mesmo que os outros carros e quando quebrava alguma coisa eu mandava consertar ao invés de comprar um novo. E por fim falei de dinheiro, que a gente tinha um pouco de dinheiro em casa e gastava esse dinheiro pra comprar comida, frutas, verduras, iogurte, as coisas que eles levavam no lanche. Também disse que gastávamos pra pegar os filmes que eles gostavam e pra ir de vez em quando comer pizza. E que usávamos o dinheiro pra colocar gasolina no carro pra poder passear e que esse dinheiro não dava pra fazer tudo que a gente queria. Se a gente usasse o dinheiro pra comprar a mochila, talvez não pudéssemos comprar mais iogurte, ou sair pra comer pizza ou pegar os filmes que gostavam.
Foi um discurso duro, admito. Laura ajudou na argumentação dizendo que só se quebrassem a gente compraria outras. Os dois entenderam muito bem. A reação de um e de outro é que foi diferente. Diogo ficou tranqüilo, fez cara de muxoxo mas ficou quietinho. Mario ficou resmungando, manhoso, fingindo um chorinho que durou 15 minutos. Fiz que não era comigo, que não estava vendo e a coisa se acomodou. Meia hora depois o moleque estava brincando como se nada tivesse acontecido. Hoje foram pra escola felizes da vida sem nem ligar pra tal da mochila.
[veja animacao sobre consumismo aqui]