
Muita gente pergunta sobre como lidamos com a questão das línguas aqui em casa. Imagino que deva ser uma curiosidade e uma preocupação da maioria das pessoas. Até minha mãe fica preocupada! O que posso dizer é que os tri serão bilíngues, não vão esquecer o português, não.
Quando viemos pra cá, viemos com a referência da Bibia e do Andre, filhos da Marta, minha irmã que mora a quinze [acho que é isso] no Colorado e chegou por essas bandas com as crianças pequenas. Bibia tinha dois anos e Andre três meses [ou seriam seis? enfim, o menino era um bebê]. e eles são referência porque os dois falam português, com sotaque, mas falam.
Logo que o trio entrou no grade 1, os professores recomendaram muita leitura e muita conversa, em inglês, claro. Bia fez um trabalho espetacular e fazia com que cada um deles lesse o livrinho diário que traziam pra casa. E nós acabamos por achar que seria melhor para os três, para a inserção deles na escola, que falássemos o máximo de inglês possível em casa. E esse primeiro ano de escola foi assim, muito inglês em casa. E funcionou. Eles falam, lêem e escrevem no mesmo nível dos colegas canadenses. E muita gente nos parabeniza pelo trabalho que fizemos pois percebem que o inglês deles é muito bom. Sim, por que há crianças que os pais não falam bem inglês e não podem ajudar os filhos nessa inserção e as crianças demoram mais pra chegar num nível ao menos aceitável da língua.
Agora que eles estão afiados no inglês, nos relaxamos um pouco e falamos bastante português com eles. A temporada da vovó Maria aqui ajudou bastante. Falamos muito português com eles e eles falam muito português. Com sotaque! Pois é, com sotaque, apenas um ano e meio depois!
Para os três, falar inglês é mais fácil porque passam o dia na escola imersos na língua. Chegam em casa falando inglês. E confesso que as vezes é mais fácil pra gente também. E até mais interessante, porque serve de aprendizado pra gente, Bia e eu. O Canada é um país de imigrantes do mundo todo e é impressionante como tem gente que fala com sotaques carregados e isso acaba pegando no ouvido da gente.
Bom, o que posso dizer é que falamos as duas línguas aqui em casa e eles serão, no mínimo bilíngues. A escola está começando a implantar o francês e acho que o espanhol virá naturalmente e depois quem sabe...
P.S. Ana Miranda, adorei seu comentário, mas gostaria muito de falar contigo antes de publicar. Quando voce clica no meu perfil aqui no blog, voce encontra meu email. Voce poderia me enviar uma mensagem pra gente conversar? Valeu, Beijo. O.L.