março 31, 2009

álbuns de fotos

Fotos digitais mudaram a relação das pessoas com fotografias. Entre as várias mudanças, acho que duas são significativas. Primeiro a maneira como as pessoas compartilham suas fotos, que passou do meio físico, o papel, para o meio digital, emails e serviços de armazenamento, como Flickr, Picasa, e outros. E a segunda tem a ver com o número de fotos que se tira, uma vez que o meio digital permite ver a imagem antes de impressioná-la em suporte físico ou compartilhá-la em meio digital. É possível fazer inúmeras fotos do mesmo objeto sem preocupação em ‘gastar’ filme e, consequentemente, dinheiro.

Contudo, ainda há pessoas que preferem ver fotos em papel. E como eu queria mostrar alguns momentos especiais dos trigêmeos pras pessoas, imprimia algumas fotos. As primeira que fiz sumiram, praticamente todas. As pessoas, encantadas com as imagens da ninhada reunida, levavam as fotos pra casa. Então resolvi organizar uns álbuns e os encadernava com espiral. A idéia é bem legal e funciona muito bem. Fiz pelo menos um cada semestre, até 2007. As criaqncas adoram vê-los. Preciso fazer os anos seguintes....

março 30, 2009

5 anos ! ! !

[Diogo, Laura e Mario]
Queridos filhos, parabéns! Hoje, 30 de março de 2009, vocês fazem 5 anos! Uma mão cheia! Definitivamente, vocês deixaram para trás qualquer traço dos bebês que já foram. 5 anos! Um marco.

Quando olho pra trás e penso em tudo o que passou, acho quase inacreditável que vocês já tenham 5 anos. Quase impossível acreditar que tanta coisa tenha acontecido. Esses 5 anos resumem uma experiência fantástica. Desde a gravidez da Bia e todos os cuidados que a envolveu. Como fiquei preocupado e tenso com aquela barriga que crescia, crescia e só fazia crescer. O nascimento de vocês, aqueles três pequenos seres tão frágeis e indefesos por quem me apaixonei instantaneamente. Os primeiros meses, de trabalho, muito trabalho, meses tão cansativos e com tantas adaptações a serem feitas em nossas vidas.

Cada etapa do desenvolvimento que cumpriram foi comemorada, curtida e fotografada. Quando mamaram sozinhos, quando rolaram de um lado pro outro quando começaram a comer papinhas. Ah! Quantas noites Bia e eu ficamos preparando papinhas pra semana toda. Tínhamos uma linha de produção com produtos variados. Nessa época eu fazia compras na CEASA, caixas de laranja e banana, quilos e quilos de vegetais e legumes. E fraldas, então? Em algum lugar eu tenho guardadas as contas de quantas fraldas compramos e trocamos ao longo desses anos.

Depois vieram as conquistas motoras, sentar, engatinhar, andar. E então nós é que começamos a correr, tentando ir atrás de vocês três. E então vocês fizeram 2 anos e veio a escola. E aí vocês fizeram 3 anos e 4 e agora fazem 5 anos!

Difícil imaginar o que seria de minha vida sem vocês. Quantas transformações aconteceram em minha vida desde que vocês me escolheram pra acompanhar suas vidas. É um privilégio seguir vocês passo a passo, assistir ao seu desenvolvimento, às suas conquistas, as suas tristezas. Ser escolhido para participar na formação de vocês é uma baita responsabilidade. Tornar-se pai já é uma tarefa complexa. Tornar-se pai de três crianças ao mesmo tempo é uma tarefa hercúlea. Tento cumpri-la da melhor forma possível, todos os dias.

Apesar da dificuldade, das dificuldades todas, envolvidas no papel de pai de trigêmeos, posso dizer que sou muito feliz por ter vocês comigo, por ter sido escolhido por vocês, por poder vê-los crescerem. Essa não é uma felicidade pura e simples, mas daquelas que enchem o peito a ponto suspender o ritmo natural da respiração, das que fazem a gente engasgar, daquelas que imprimem um sorriso indisfarçável no canto dos lábios, daquelas que enchem os olhos de lágrimas e fazem a gente marear.

É uma alegria vê-los fortes, saudáveis, espertos, curiosos, brincando e se divertindo. Enche os olhos vê-los brincando juntos, gargalhando de suas próprias invenções e travessuras. Vocês enchem a casa de alegria. Fico feliz em contribuir pra formação de vocês. E mais feliz ainda pelo fato de vocês me ouvirem e acreditarem em mim e nas coisas que falo pra vocês. Se vocês ainda não compreendem os porquês de tudo o que faço, um dia vão saber que foi tudo pra ajudá-los a se transformarem em boas pessoas, felizes, conscientes, justas.

Bia, parabéns! Parabéns pra nós dois! Olha só! Eles já tem 5 anos! Quem diria, não? Olhando agora, ninguém diz tudo que passamos. Ao mesmo, tempo, olhando pra trás, e revendo tudo o que passamos, a alegria fica maior pelo fato de chegarmos até aqui tão bem, não é? Nossas vidas prometem ser muito agitadas com esses três! Se tudo isso, durante esses 5 anos, nos fez envelhecer um pouco mais rápido, também nos faz rejuvenescer a cada dia. Se mudamos tanto em 5 anos, dá pra imaginar o que vem por aí?

5 anos! Parabéns Diogo, Laura e Mario. Vocês são o melhor presente que já recebi na vida. Espero poder retribuir, ao longo de suas vidas, sendo sempre um bom pai. Prometo que vou tentar sempre. Obrigado por serem meus filhotes. Desejo a vocês muita saúde, muitas felicidades, muitas alegrias, muitas aventuras, muita sorte, muito tudo de bom. Parabéns!
[Apesar do blog ter começado quando os trigêmeos fizeram 4 anos, vocês podem encontrar muitas das histórias que fazem parte desses 5 anos, desde o início. Fico imaginando que será fantástico quando eles puderem ler tudo isso...]

março 29, 2009

festa de aniversário

Sexta-feira, dia 27, das 7 as 11 da noite, fizemos uma festa de aniversário para os trigêmeos! Uma festa simples, sem grandes invenções, festa de criança.

Convidamos os colegas da escola e suas famílias, os amigos mais próximos que tem filhos pequenos e nossas famílias. Foi no clube, portanto só podia ser nesse horário. Decoração dos Backyardigans [tinha que ser alguma coisa que agradasse aos três!] uma mesa simples com balas e chicletes espalhados, 3 bolinhos, um pra cada um, alguns balões e bons comes e bebes, fornecidos pelo Bigode e sua trupe.
Chamamos a Adriana e o Rodrigo [professor de educação física deles] pra fazer uma recreação com as crianças, com direito a brincadeiras coletivas, como bingo, atividades daquelas de gincana e caça ao tesouro, com lanternas. Cada criança ganhou uma lanterna, que foi a lembrancinha da festa. Acho que juntamos umas 50 crianças de várias idades que se divertiram durante 2 horas e meia.
Enquanto isso pudemos conversar com os velhos amigos e estreitar os laços com os pais dos colegas da escola. O tempo estava ótimo, a noite super agradável, o que ajudou muito. Foi muito bom ter reunido tantas famílias num ambiente tão agradável. Nós gostamos muito.

O importante mesmo foi que as crianças adoraram e se divertiram muito. Os trigêmeos estavam muito contentes, felizes da vida.

março 27, 2009

jogando no computador

[Diogo no primeiro plano, Mario ao centro e vejam só a carinha da Laura esperando a vez...]

Foi inevitável. O interesse dos tri pelo computador vem crescendo exponencialmente. Eles tem umas aulas de informática no Progresso, mas não sei bem como é conduzida. Taí! Boa pergunta pra se fazer na reunião bimestral, só por curiosidade.

As crianças começaram a pedir pra mexer no computador com mais freqüência, quase todos os dias. Então tive que estabelecer uma agenda: segundas e quintas, depois do jantar. Então eles brincam aqui, os 3 juntos, revezando a vez, por mais ou menos hora e meia.

Claro que os games são os preferidos. O site da Discovery Kids é o único infantil que conheço e acho bem interessante, especialmente pra idade deles. Tem jogos com de associação de palavras e figuras, jogos com contas matemáticas básicas, jogos de montagem e construção e um monte de outras coisas.

O único problema mesmo é o revezamento do tempo. Os mais espertos abusam, os mais ‘bonzinhos’ reclamam, mas no final, dá tudo certo.

março 26, 2009

lição de casa [6]

A lição de casa dessa semana exigiu bastante coordenação motora. Numa folha sulfite A4, dividida ao meio [duas partes A5], indicava no lado esquerdo uma letra e do lado direito um número, escritos por eles mesmos. Perguntei o que a lição pedia e eles me contaram: ‘Recortar e colar letras e números. Colar letras desse lado e números desse lado’. Ok, bem explicado, entendi.

Uma revista velha pra cada um e toca a procurar letras e números e então recortar e colar. A Laura é bem mais habilidosa com a tesoura. Os meninos me deixam aflito, fico achando que vão cortar o dedo a qualquer momento. Mas não aconteceu nada.

[dá pra ver a banana ao lado da Laura? Isso porque eram 2 da tarde e eles haviam acabado de almoçar, com melão de sobremesa...essa menina gosta mesmo de banana! Já falei disso antes em algum lugar...]

Colar os pedacinhos de papel no sulfite também foi difícil. Difícil medir a quantidade de cola, saía um pingão, um pinguinho... Organizar os pedacinhos no espaço do papel era pedir demais. Letras e números formaram uma nuvem aleatória no espaço, nas mais variadas posições, de ponta cabeça, de lado e assim foi.

Colaram 5 letras e 5 números, acho que era essa a instrução. Acho que fizeram direitinho...

música do vovô Noel – Arca de Noé

Essa é outra música que tenho cantado pra eles. Meu pai cantava muito essa quando eu era pequeno, principalmente nas viagens de carro. Não, não tem nada a ver com a Arca de Noé do Vinícius de Moraes que fez aquelas composições fantásticas pra crianças. Por sinal, os tri adoram.

Essa Arca de Noé é outra. Eu nunca escutei em lugar nenhum nem ninguém cantando. Comecei a pensar que era invenção de meu pai. Mas nada, trata-se de uma marchinha de carnaval de 1937 [de Nássara e Sá Roris, gravação de Almirante. Nada como o google pra descobrir essas coisas! Escute um mp3 aqui, se quiser]. Meu pai nasceu em 1926, então essa marchinha devia tocar nos carnavais cariocas de sua adolescência.

Eu cantei 3 vezes e eles gostaram tanto que já sabem cantar. É assim [a versão de meu pai é um pouco diferente da original]:

Lá vai o seu Noé, comandando o batalhão,
O macaco vai sentado na corcunda do Leão
O gato faz assim, miau, miau
O cachorro Lulu, au, au, au, au
O peru faz gluglu
E o carneiro faz mé
E o galo carijó, cócorócocócó


Meu pai cantava uma segunda vez, trocando o cachorro Lulu por Totó e galo carijó por galo garnizé, que fazia quéquéréquequequequé ao invés de cócóró. Eu canto as duas partes pros tri.

março 25, 2009

música do vovô Noel – boneca de papel

Falando em maestro…

...ando cantando umas músicas pros tri que meu pai cantava quando eu era pequeno. Meu pai tinha uma bela voz e chegou a flertar com o rádio no final dos anos 40 e início dos 50. Cantava bem em inglês, espanhol e português. Cantava uma e outra em Francês, mas pouco. Chegou a ser convidado pra fazer parte da rádio Nacional no Rio, mas meu avô [seu pai] o proibiu veementemente.

Interessante, meu avô [o Mario]. Proibiu meu pai de fazer algumas coisas que poderiam ter se transformado em sucesso. Primeiro, essa de ser cantor. Meu pai tinha talento, além de ser muito carismático, simpático e comunicativo. E o cara cantava em inglês, o que poderia fazer a diferença na época. Depois, a coisa do cachorro quente. Em 1946 [imediato pós-guerra, portanto], meu pai foi para os EUA, estudando primeiro em Purdue e depois na Indiana University, onde cursou Economia e Negócios [um curso que não existia no Brasil e que daria origem aos cursos de marketing]. Sabe que lá ele chegou a gravar um disco [algo equivalente a uma fita demo que existia há uns tempos atrás] com um trio de música latina chamado ‘Los Ticos trio’. Voltou ao Brasil em 1952 e logo que chegou meu avô perguntou a ele o que gostaria de fazer. E ele disse: ‘Quero abrir uma lanchonete para vender Hot Dogs.’ Pra que! Levou uma carraspana do pai que o chamou de louco e daí pra pior. Resultado, 2 anos depois alguém abriu em São Paulo [acho que era o Chico’s Dog. Será?] a primeira lanchonete vendendo cachorro quente e foi um baita sucesso. De qualquer forma, meu pai foi bem sucedido em outras atividades. Agora, cantar, ele nunca deixou de cantar.

Ele cantava uma música, especialmente pra minhas irmãs, que devia ser um sucesso nas rádios quando ele morou nos EUA [a música é de 1943], chamada ‘Paper Doll’, de uns caras chamados Mills Brothers.



Ele até fez uma versão em português, muito legal:

Eu vou comprar uma boneca de papel só minha
Que outros não queiram me roubar
E os garotos lá da rua, que são de amargar
Terão que procurar bonecas reais

Quando eu voltar pra casa toda tarde
Terei sempre ela a me esperar
Eu vou comprar uma boneca de papel só minha
Que outros não queiram me roubar

Cantei isso pras crianças e eles gostaram. Acharam fantástico que tenha sido o vovô Noel que cantasse quando eu era pequeno.