
Aconteceu uma coisa muito impressionante aqui em Calgary essa semana. Na verdade, uma notícia muito tristes com tons dramáticos.
Um menino de 5 anos que passava as férias na casa da família a beira do lago, Sylvan Lake, perto de Red Deer, coisa de 150 km ao norte de Calgary, morreu afogado. Pelas notícias que li no Calgary Herald, jornal da cidade, o menino brincava no deck a beira do lago quando deve ter caído na água. A mãe e os avós estavam dentro de casa e deram falta do menino quando perceberam que estava tudo em silêncio fora da casa. Quando o acharam, chamaram imediatamente o 911 e o menino foi levado ao hospital de Red Deer.
O famoso 911 é muito eficiente. A polícia de Red Deer avisou a polícia de Calgary que foi a procura do pai do menino, que estava trabalhando em Calgary. Quando o encontraram, acharam por bem levá-lo até Red Deer. Consideraram levá-lo de carro, mas o chefe da polícia achou por bem acionar o helicóptero da polícia que já estava no ar para levar o pai até o filho. A justificativa: se deixassem o pai dirigir sozinho ele poderia causar outro acidente na estrada. [leia sobre a notícia
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Errado ou não, há vozes dizendo que não é justo usar recursos públicos para caso tão espacíficop [uma hora de voo do helicóptero custa em torn de $750] impressiona como a polícia pensa em cuidar dos cidadãos, garantindo sua integridade física e emocional. Parece coisa de filme.
Contudo, o fato importante é a morte do menino por afogamento. Eu na hora pensei no meu trio, nos meus sobrinhos [minha cunhada passou um perrengue grave com o filho pequeno], os filhos dos amigos, principalmnete dos que estão no Brasil, onde o clima quente o ano todo é um convite irresistível pra brincar na água.
É preciso muito cuidado com as crianças na piscina, na praia, nas represas, nas beiras de rio. Toda a atenção é pouca. e criança tem que aprender a nadar, tem que ter instruções básicas de como se virar na água, de que cuidados tomar. deveria ser obrigatório, é uma questão de sobrevivência. Não que isso salvaria pequenas vidas do afogamento, afinal nadadores experientes morrem afogados. Mas instruir as crianças no que devem fazer já ajuda muito.
Lembro que meu pai, carioca e nadador pelo Fluminense, nadava bem o velho, sempre me dizia: o mar exige respeito, com o mar não se briga. Ele queria dizer que a gente deve deixar se levar por uma corrente ou pelo redemoinho sem lutar contra. Mantendo a calma, a tendência é voce sair da correnteza. Mais de uma vez me vi em situa,cões assim nas praias do Rio e de São Sebastião e as palavras do velho me ajudaram muito.
Claro que pensei na infância dos trigêmeos no Brasi, sempre brincando em piscinas, represas e na praia. Lembrei de como tomávamos cuidado com os três, sempre de olho neles, sempre ensinando. Sempre dando linha pra que pudessem ir ganhando habilidades com a água mas sempre de olho. Se não era a gente, tinha sempre alguém de olho. E depois, natação, aulinha de natação, fundamental. É uma ferramenta de sobrevivência, especialmente no Brasil.
Infelizmente, a notícia triste serve de alerta. Todo cuidado é pouco! E garantir que as crianças adquiram as habilidades necessárias pra se divertirem na água também é responsabilidade dos pais.