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outubro 30, 2009
6 belos exemplares
assobiando
Laura vem pra mim e fala: Pai, escuta. E faz um biquinho, assopra, sai um sonzinho de nada. Viu? Ela acha que já assobia! E eu fico babando com suas gracinhas...
[infelizmente, essa imagem do biquinho da Laura tentando assobiar vai ficar só pra mim...não tinha a maquina pra fotografar...mas compartilho essa com vocês.]
cada uma ! ! !
revista vital
Segundo a Priscilla Negrão, editora da revista Vital, da Unilever, a cesta com que ela nos presenteou tinha 6 exemplares da revista. Ela mesma colocou. Infelizmente, as revistas não chegaram. Priscilla me disse que no mesmo dia enviaria outros 6 exemplares pra gente. Também não chegaram. E todos aqui em casa estão chateados com isso.
[Patrícia, obrigado por sua oferta, mas não posso aceitá-la. Acho que o mínimo que a Unilever poderia fazer seria providenciar alguns exemplares pra quem abriu as portas da própria casa para fortalecer a imagem da empresa. E foi a única coisa que pedi em troca, alguns exemplares da revista.]
[Patrícia, obrigado por sua oferta, mas não posso aceitá-la. Acho que o mínimo que a Unilever poderia fazer seria providenciar alguns exemplares pra quem abriu as portas da própria casa para fortalecer a imagem da empresa. E foi a única coisa que pedi em troca, alguns exemplares da revista.]
salve geral na telona
Ontem a noite fui assistir a ‘Salve Geral’, de Sergio Rezende. Gostei do filme, mas não sei se a ponto de concordar com sua indicação para concorrer a uma vaga para concorrer ao Oscar representando o Brasil. Não tenho termos de comparação com outros filmes nacionais, já que não tenho ido ao cinema com a freqüência de que gostaria.
O filme é bom, muito bem feito. O trabalho dos atores é primoroso, suscinto e objetivo, porem riquíssimo, no ponto. Andréa Beltrão tem uma atuação contida, exigência do próprio papel, de mãe derrotada pelas circunstâncias da vida. Denise Weiberg, a Ruiva, é a personificação da bandida, da mulher que vive enfronhada no crime, que conhece meandros da vida que a própria vida desconfia existirem.
O filme foi rodado em Campinas, São Paulo, Rio e Paulínia. Consegui reconhecer algumas cenas feitas no centro de Campinas. Em outras percebi um ar dos bairros e da periferia da cidade.
A violência nos presídios, a barbárie do PCC e da própria polícia nos ataques e confrontos ocorridos em São Paulo há anos atrás gera uma certa angústia. Não pelos fatos em si mostrados pelas cenas rodadas com maestria, mas pela situação que nos faz pensar ser a mesma desde sempre. Será que nada muda nesse país. O filme não poderia ser mais atual e talvez aí sua escolha para concorrer a uma estatueta seja acerto na mosca.
No mais a abertura é maravilhosa. São cerca de 60 segundos de cenas mostrando um piano sendo içado por fora de um prédio com arquitetura dos anos 60. Quem não viu o filme, vale a pena ver só pela abertura. Afinal o prédio é o velho Ceres, que saiu lindo na foto! E se o filme entrar na disputa de melhor filme estrangeiro, o Ceres vai rodar o mundo!
O filme é bom, muito bem feito. O trabalho dos atores é primoroso, suscinto e objetivo, porem riquíssimo, no ponto. Andréa Beltrão tem uma atuação contida, exigência do próprio papel, de mãe derrotada pelas circunstâncias da vida. Denise Weiberg, a Ruiva, é a personificação da bandida, da mulher que vive enfronhada no crime, que conhece meandros da vida que a própria vida desconfia existirem.
O filme foi rodado em Campinas, São Paulo, Rio e Paulínia. Consegui reconhecer algumas cenas feitas no centro de Campinas. Em outras percebi um ar dos bairros e da periferia da cidade.
A violência nos presídios, a barbárie do PCC e da própria polícia nos ataques e confrontos ocorridos em São Paulo há anos atrás gera uma certa angústia. Não pelos fatos em si mostrados pelas cenas rodadas com maestria, mas pela situação que nos faz pensar ser a mesma desde sempre. Será que nada muda nesse país. O filme não poderia ser mais atual e talvez aí sua escolha para concorrer a uma estatueta seja acerto na mosca.
No mais a abertura é maravilhosa. São cerca de 60 segundos de cenas mostrando um piano sendo içado por fora de um prédio com arquitetura dos anos 60. Quem não viu o filme, vale a pena ver só pela abertura. Afinal o prédio é o velho Ceres, que saiu lindo na foto! E se o filme entrar na disputa de melhor filme estrangeiro, o Ceres vai rodar o mundo!
outubro 28, 2009
presente
Muito bacana da parte da Unilever nos enviar esses presentes. Na verdade a iniciativa foi a editora da revista Vital, Priscilla Negrão, que assinou por toda a equipe da Vital. Ah! Ganhamos até 5 ingressos pro cinema! Obrigado ao pessoal da Vital.
Mas [que pena que tem um mas nessa história...], a revista não recebemos. Nem sequer um exemplar...quando conversei com a Priscilla pedia a ela alguns exemplares pra poder presentear aos avós, aos tios...mas não recebemos nem unzinho...pena.
outubro 27, 2009
segunda de manhã
Mas esse horário é tarde pra acordar nos dias de escola. Eles tem que levantar no máximo às 6:30. E como fazem tudo sozinhos agora, escovam os dentes, trocam de roupa, se aprontam, com a ressaca do fim de semana a coisa não anda. E o café da manhã assistindo o George, o curioso, fica comprometido.
telefonemas do primo
O primo Gabriel [o mais novo, sobrinho da Bia] tem uma ligação especial com a Laura. Ou será que é ela que tem com ele? Quando ele nasceu, a mãe o colocava pra dormir num quarto longe da bagunça e de repente a Laura sumia e ouvíamos o menino chorando. Era ela, que tinha 1 ano e meio, cutucando o coitadinho. Ele foi crescendo e os 2 sempre juntos. Se adoram. Mas brigam tambem.
Agora ele aprendeu o número do nosso telefone e liga, literalmente todos os dias pra falar com a Laura. Eu dou umas cortadas e a Bia acha engraçado o meu ciúme. A questão é que a Laura, com esse seu jeito de moleca, se dá bem com os meninos e eles acabam gostando da companhia dela. Outro dia, na saída do colégio, uma mãe veio me dizer que o filho fala na Laura todos os dias, que é apaixonado por ela. E não é a primeira que me diz isso. E na saída da também sempre vejo 2 ou 3 meninos virem pra porta pra se despedirem da Laura. Acho isso muito legal, eu era assim com as meninas na idade dela, já falei disso aqui. Ótimo, mas vamos com calma.
E o Gabriel liga na segunda:
'A Laura tá aí?' [Nem bom dia o malandro fala!]
'Quem quer falar', eu pergunto.
'O Gabriel'.
'Ela não está'. E desligo.
1 minuto depois ele liga de novo, fica em silencio, eu desligo.
E na terca ele liga e diz:
'Você deixou eu ir na sua casa na sexta?'
'Deixei, na sexta pode'.
E no dia seguinte: 'Hoje é sexta?'
'Não, hoje é terça'. 'Então eu posso ir na sua casa hoje?'
'Não, só na sexta'.
E desligo.
Agora ele aprendeu o número do nosso telefone e liga, literalmente todos os dias pra falar com a Laura. Eu dou umas cortadas e a Bia acha engraçado o meu ciúme. A questão é que a Laura, com esse seu jeito de moleca, se dá bem com os meninos e eles acabam gostando da companhia dela. Outro dia, na saída do colégio, uma mãe veio me dizer que o filho fala na Laura todos os dias, que é apaixonado por ela. E não é a primeira que me diz isso. E na saída da também sempre vejo 2 ou 3 meninos virem pra porta pra se despedirem da Laura. Acho isso muito legal, eu era assim com as meninas na idade dela, já falei disso aqui. Ótimo, mas vamos com calma.
E o Gabriel liga na segunda:
'A Laura tá aí?' [Nem bom dia o malandro fala!]
'Quem quer falar', eu pergunto.
'O Gabriel'.
'Ela não está'. E desligo.
1 minuto depois ele liga de novo, fica em silencio, eu desligo.
E na terca ele liga e diz:
'Você deixou eu ir na sua casa na sexta?'
'Deixei, na sexta pode'.
E no dia seguinte: 'Hoje é sexta?'
'Não, hoje é terça'. 'Então eu posso ir na sua casa hoje?'
'Não, só na sexta'.
E desligo.
outubro 26, 2009
acordando no domingo
na praça
outubro 22, 2009
biscoitos especiais
tchau, banquinho!
Eles dizem que não precisam mais. O tempo passa, estão mais crescidos, querendo se sentir mais crescidos. Afinal, são crianças grandes, como eles mesmos dizem. Tchau, banquinho...
estamos de mudança
outubro 18, 2009
i’ll miss them
Acabo de ler O clube do filme, de que falei há alguns dias atrás. O livro é bom, muito bom. O texto é fácil, fluído. A história emocionante, tocante. Eu me senti próximo dos dois protagonistas, pai e filho. Acho que todos os pais [e mães] deveriam ler.
Talvez o que mais me pegou, mexeu comigo, foi ler sobre a experiência de um pai com seu filho adolescente e ter a expectativa, a certeza de que vou passar por isso. Claro que não exatamente como David e Jesse, mas vou ter que enfrentar a adolescência, multiplicada por três. Mas não só multiplicada por três, mas com a intensidade três vezes maior por serem três adolescências ao mesmo tempo. Acho que ao cubo, como alguém disse aqui [foi a Fátima], expressaria bem o que me espera no futuro.
Fui um adolescente, digamos, normal, ou seja, que deu bastante trabalho. Mas não acho que eu tenha sido bem orientado nessa fase tão difícil da vida. Gostaria de ter a sabedoria e a energia que David teve para orientar seu filho Jesse. Gilmour diz que criar filhos é uma série de despedidas, das fraldas à ‘criança’ que sai de casa, enfim. ‘Eles passam suas jovens vidas nos deixando’. É uma verdade dolorida. Mas é pra isso que eles vieram ao mundo, pra nos ensinar a dar adeus àqueles que mais amamos.
O título do post não se refere só aos protagonistas do livro, que eu li em inglês. Vou sentir falta deles, dos dois, das conversas entre eles, dos filmes. Mas é também a falta que eu sinto dos meus filhos que crescem sem parar e a cada dia de certo modo me deixam um pouquinho.
Talvez o que mais me pegou, mexeu comigo, foi ler sobre a experiência de um pai com seu filho adolescente e ter a expectativa, a certeza de que vou passar por isso. Claro que não exatamente como David e Jesse, mas vou ter que enfrentar a adolescência, multiplicada por três. Mas não só multiplicada por três, mas com a intensidade três vezes maior por serem três adolescências ao mesmo tempo. Acho que ao cubo, como alguém disse aqui [foi a Fátima], expressaria bem o que me espera no futuro.
Fui um adolescente, digamos, normal, ou seja, que deu bastante trabalho. Mas não acho que eu tenha sido bem orientado nessa fase tão difícil da vida. Gostaria de ter a sabedoria e a energia que David teve para orientar seu filho Jesse. Gilmour diz que criar filhos é uma série de despedidas, das fraldas à ‘criança’ que sai de casa, enfim. ‘Eles passam suas jovens vidas nos deixando’. É uma verdade dolorida. Mas é pra isso que eles vieram ao mundo, pra nos ensinar a dar adeus àqueles que mais amamos.
O título do post não se refere só aos protagonistas do livro, que eu li em inglês. Vou sentir falta deles, dos dois, das conversas entre eles, dos filmes. Mas é também a falta que eu sinto dos meus filhos que crescem sem parar e a cada dia de certo modo me deixam um pouquinho.
outubro 15, 2009
quero escrever
revista da Unilever
A revista da Unilever já está circulando. Já vi um exemplar e achei a matéria linda, muito bem feita. Infelizmente ainda não recebi os exemplares que me prometeram enviar, mas devem estar chegando.
Não sei se é possível solicitar a revista no site, mas não custa nada tentar:
http://www.unilever.com.br/
Não sei se é possível solicitar a revista no site, mas não custa nada tentar:
http://www.unilever.com.br/
outubro 14, 2009
velhos carrinhos
com a porta na cara
depois de um feriado super movimentado, com primos mil na maior algazarra, os trigêmeos destruídos, moídos, chega a terça-feira, inicio tardio da semana. Acordo cedo, como de costume, arrumo tudo pra levá-los pra escola. Vou chamá-los, eles levantam, se aprontam, escovam os dentes, vestem o uniforme, tomam café da manhã. Descemos até a garagem, pegamos o carro e vamos até a escola, coisa de 7 minutos, depende do trânsito.
No caminho, dou carona pra Rose, uma das auxiliares do ensino fundamental. Conversa vai, conversa vem, ela diz que os professores estão em Portugal, num congresso [eu penso logo no investimento que a escola faz nos professores, que sensacional]. E quem vai dar aula, Rose? Aula, não vai ter aula. Como?
Chegamos lá, a escola vazia, uma ou outra criança. Vejo o carro de uns amigos nossos parado no estacionamento. Provavelmente o mesmo problema. Tínhamos que ter optado por deixar as crianças na escola nessa semana. A escola mandou uma circular, com tanta coisa junto, opções de Progresso completo [o período integral opcional] que eu achei que não era comigo, que estavam querendo me vender o tal completo.
Resultado: eles não tem aulas esta semana. Vão ficar em casa. É a tal da semana do saco cheio. Que loucura! Essa coisa que começou nas universidades tomou conta da educação no país inteiro, eu acho. Até aceitaria se nosso sistema de educação fosse uma maravilha, mas não é, pelo contrario, comparando com outros paises, é fraquíssimo. E depois da gripe suína, mesmo com o Progresso em casa, achei que isso não aconteceria. Acho de tremendo mau gosto, se quer saber. Até o nome é de mau gosto. E essa semana sem aulas, a escola desconta da mensalidade? Posso ficar de saco cheio de pagar a escola e ficar uma semana sem pagar?
Enfim, eles ficaram decepcionados. E estão em casa!
No caminho, dou carona pra Rose, uma das auxiliares do ensino fundamental. Conversa vai, conversa vem, ela diz que os professores estão em Portugal, num congresso [eu penso logo no investimento que a escola faz nos professores, que sensacional]. E quem vai dar aula, Rose? Aula, não vai ter aula. Como?
Chegamos lá, a escola vazia, uma ou outra criança. Vejo o carro de uns amigos nossos parado no estacionamento. Provavelmente o mesmo problema. Tínhamos que ter optado por deixar as crianças na escola nessa semana. A escola mandou uma circular, com tanta coisa junto, opções de Progresso completo [o período integral opcional] que eu achei que não era comigo, que estavam querendo me vender o tal completo.
Resultado: eles não tem aulas esta semana. Vão ficar em casa. É a tal da semana do saco cheio. Que loucura! Essa coisa que começou nas universidades tomou conta da educação no país inteiro, eu acho. Até aceitaria se nosso sistema de educação fosse uma maravilha, mas não é, pelo contrario, comparando com outros paises, é fraquíssimo. E depois da gripe suína, mesmo com o Progresso em casa, achei que isso não aconteceria. Acho de tremendo mau gosto, se quer saber. Até o nome é de mau gosto. E essa semana sem aulas, a escola desconta da mensalidade? Posso ficar de saco cheio de pagar a escola e ficar uma semana sem pagar?
Enfim, eles ficaram decepcionados. E estão em casa!
outubro 12, 2009
pedras preciosas
nem fim-de-semana nem feriado
aqui todo dia é dia, não tem essa. Às 6 horas da manhã os trigêmeos já estão levantando. Senão todos, pelo um deles, já esta de pé a essa hora. Bia diz que fui eu quem criou esses ‘monstros’. Quando eles nasceram, eu dava minha primeira aula às 7 e meia, então eu estava de pé as 15 pras 6 da matina. Antes de sair eu passava pelos berços deles pra dar um beijo e brincar um pouco e acabava dando a primeira mamadeira.
Hoje, feriado, Bia querendo dormir, os três acordaram às 6 e meia. Eu de pé desde as 6. Vão todos pra nossa cama, Bia põe todos pra fora. Eles vão pra cama do Mario, os três. Começa a bagunça, risadas, gargalhadas. Bia pede pra fechar a porta. Vou fechar a porta do quarto e ela diz não essa, a deles, senão vou ficar muito isolada, dou risada e fecho a porta. Sei que ela gosta e precisa dormir. E a bagunça só está começando...
Hoje, feriado, Bia querendo dormir, os três acordaram às 6 e meia. Eu de pé desde as 6. Vão todos pra nossa cama, Bia põe todos pra fora. Eles vão pra cama do Mario, os três. Começa a bagunça, risadas, gargalhadas. Bia pede pra fechar a porta. Vou fechar a porta do quarto e ela diz não essa, a deles, senão vou ficar muito isolada, dou risada e fecho a porta. Sei que ela gosta e precisa dormir. E a bagunça só está começando...
outubro 10, 2009
azucrinando
Situação difícil. Laura se sente um pouco deixada de lado em certas ocasiões e isso a incomoda. Como é muito esperta, inventa sempre um jeito de entrar na brincadeira pra qual não foi chamada. Mas aí começam os atritos. Os meninos reclamam da intromissão, da interferência. ‘Pára, Laura!’ É das frases que mais ouço durante todo o dia. A discussão começa, descamba para um bate boca, choro, gritaria. Rola uma chamada em todo mundo, uma pequena bronca, uma mediação do conflito, uma grande bronca. Acaba em castigo pra cada um pensar no que fez. Sim, quem enche os outros merece castigo, mas os que choram têm que aprender a chegar num acordo sem apelação.
Depois de um tempo pensando e das devidas conversas pra colocar os pingos nos is, tudo passa, as coisas voltam ao normal. Criança é assim mesmo. Três crianças é assim mesmo vezes três! Então eles brincam juntos que é uma beleza, até que escuto de novo: ‘Pára, Laura!’
outubro 09, 2009
os sequilhos da Bia
400 gramas de maizena
250 gramas de manteiga
1 copo de açúcar
1 ovo
Misturar tudo numa vasilha. Fazer os biscoitos com formas variadas. Assar em forno médio.
Diversão garantida com as crianças. Cafezinho mais gostos para os adultos!
a lenda dos biscoitos
Uma senhora e sua filha tinham ido a uma loja Neiman Marcus em Dallas e acabaram almoçando no café ali mesmo. Para acompanhar o café ao final do almoço, elas pediram o biscoito Neiman Marcus, um chocolate chips cookie. Elas adoraram o biscoito e perguntaram ao garçon se podiam ter a receita. Ele disse que poderia comprá-la por ‘two fifty’ [dois e cinquenta]. Elas acharam barato e disseram pra incluir na conta.
Quando a senhora recebeu a fatura do cartão de crédito, achou o valor das compras na loja alto demais. Percebeu então que haviam cobrado 250 dólares pela receita dos biscoitos. Ela ligou pra loja pra reclamar mas não adiantou. Afinal ‘two fifty’ também pode significar 250! Furiosa, ela disse que pagaria, sem problemas. Mas resolveu contar a história e distribuir a receita pra todas as suas amigas e pedia pra que essas repassassem tanto a história quanto a receita adiante.
Bia acreditou na história e passou adiante. Quando contou pra mim, achei fantástico! Ela fez a receita e os biscoitos são realmente deliciosos. Quando mostrei as fotos dos tri com a Bia fazendo biscoitos e algumas pessoas pediram a receita, lembrei do biscoito Neiman Marcus e resolvi checar a história. E descobri que é uma lenda!
Sim, é uma lenda! Parece que a história existe desde os anos 1940, só que a receita era de um bolo do hotel Waldorf Astoria. Depois a mesma história passou para um tal biscoito Mr. Fields e desde os anos 80 foi aplicada aos biscoitos Neiman Marcus. Depois disso, a loja resolveu elaborar sua própria receita e publicá-la gratuitamente em seu site. Independente de ser lenda ou não, recomendo experimentar a receita. É muito boa mesmo!
[Bia diz que essa receita é enorme, pra um batalhão! Então ela divide tudo pela metade.]
outubro 08, 2009
o clube do filme

[clique na imagem para ler um trecho do livro no site da livraria Cultura]
Dá pra perceber que eu não ando super sintonizado com as coisas que acontecem. Estou sempre uns meses atrás. Tudo bem, no fim das contas não faz muita diferença. O livro O clube do filme foi lançado em português já faz um tempo, em inglês há bem mais tempo. Tudo bem, ouvi falar dele antes, mas só agora consegui tê-lo nas mãos pra folhear um pouco. E gostei do livro. Vamos aos porquês.
Minha relação com a educação escolarizada é bastante controversa. Quando eu era pequeno, lembro de me divertir muito na escola. Até que, quando estava entre os 9 e os 10 anos, cruzei com uma professora de matemática que me fez odiar a escola. Incrível como o professor exerce um papel fundamental na formação das pessoas. Se for bom, será inesquecível. Se for um mau professor, também será sempre lembrado, muito mais pelas seqüelas que deixou na pessoa do que por seus atributos, melhor dizendo, pela falta deles.
Aquela professora me fez dizer que eu não queria mais estudar, me fez pensar em abandonar a escola, me fez querer nunca mais estudar na vida. Claro que isso não aconteceu, pelo contrário, mas nunca mais aprendi matemática na vida. Até hoje tenho profundas limitações com a matemática. Isso foi determinante em minha vida. A escolha do curso universitário e da carreira passou por esse crivo. Veja o poder e a responsabilidade de uma pessoa sobre centenas, senão milhares de outras.
Naquela época eu não poderia prever que estudaria tanto como estudei. E minha relação com a escola sempre foi de amor e ódio. Amor pelo conhecimento, ódio pelas regras. Afinal, a escola é uma forma, um molde, formata as pessoas. E nem todo mundo se enquadra tão bem ao mesmo formato. Bom, isso é a história da civilização moderna, basta ver Foucault em Vigiar e Punir. Enfim, estudei muito mais do que a média das pessoas no Brasil, fiz mestrado e doutorado. E da relação de amor e ódio com a escola acabou surgindo o professor. Confesso que fui um professor pouco ortodoxo e estimulava a contravenção às regras, mas no momento em que os adolescentes estão tão dominados pelas convenções, o que eu fazia era apenas estimular a pensar um pouco diferente, a enxergar possibilidades, incentivava o espírito crítico.
Depois disso tudo vieram os filhos, os trigêmeos e então eu me tornei uma espécie de orientador, de pai educador, preocupado com a formação integral deles. Claro, a escola está dentro do rol dos itens preocupantes quando se pensa na formação de pessoas com autonomia e, no mínimo, interessantes. E a vida escolar é longa e toma boa parte da vida das crianças e adolescentes. Os tri estão apenas no começo dessa longa estrada.
Eis que aparece um livro super interessante sobre a relação de um adolescente com a educação e a escola, através da mediação do pai. Interessante sobretudo é a relação entre pai e filho. O Clube do Filme, de David Gilmour [The film club, Twelve, 2009, USA]. Uma sinopse rápida seria: ‘Pai que percebe que o filho adolescente não gosta da escola libera-o da obrigação de freqüentá-la, exigindo apenas que os dois assistissem 3 filmes por semana juntos.’ E os dois fizeram isso por três anos! Até que o menino resolveu voltar a estudar.
Achei de uma coragem incrível! Arriscar que o filho saísse da norma justamente nessa fase conturbada da vida. Que atitude! Isso sim é pai que participa. Acabo de comprar o livro, estou bem no comecinho. Mas me parece uma bela história, um grande exemplo que mostra que outras possibilidades existem nessa vida. Num momento em que estou meio cansado da mesmice e tendo dificuldades pra achar qualquer coisa interessante, apenas a idéia que originou o livro me deixou empolgado.
Ao longo da minha vida, tive outros momentos de rebeldia contra a escola. Depois do colegial, não quis fazer o vestibular. Ao invés disso fui ser missionário no nordeste, no sertão de Pernambuco, trabalhando com a população sem teto, sem comida, sem o mínimo necessário para vive dignamente, a miséria absoluta. Fui pra ficar um ano. Agüentei seis meses. Fiz o vestibular e depois de um ano no curso de jornalismo, larguei a faculdade e fui ser trabalhador. Fiz de tudo, durante três anos. Vendi camisetas, sapatos, gravuras, desenhista freela, trabalhei em livrarias. Três anos de experiências. Até que escolhi outro curso e acabei me formando, fazendo mestrado, virando professor e defendendo uma tese de doutorado.
Desde quando tenho 18 anos acredito que a vida ensina. E ensina mais que a escola. De modo geral, a escola é uma instituição chata, careta, quadrada [claro, há exceções], porém, necessária [até certo ponto e, pra cada um, necessária de um jeito diferente]. Mas não precisa ser tão chata, pode haver alternativas. Na verdade a escola é uma estrada que pode ser trilhada de muitas maneiras diferentes.
Espero que, caso no futuro precise enfrentar situações como essas com os tri, eu tenha a visão, a coragem e a firmeza que teve David Gilmour. Afinal a vida é uma grande escola, senão a melhor de todas.
veja outra entrevista aqui
outubro 07, 2009
reunião bimestral
A professora Adriana é um doce, muito legal. Segurar uma turma de 25 alunos entre 5 anos e 6 anos não é brincadeira. Tem que ser muito boa mesmo. Ela tem a ajuda da Talita, que também é muito bacana. E se a situação não é a ideal, na relação entre professora por alunos, isso está longe de comprometer o trabalho da sala. Pelo contrário, acho que o desafio trouxe novas percepções e aprendizados para os dois lados. As duas estão de parabéns!
Os trigêmeos estão bem, estão na média, tranqüilos. Não são superdotados, não são hiperativos, não são bagunceiros, não são mal-educados, não são preguiçosos, não são os melhores nem os piores. São apenas bons alunos, o que já é muito bom! Gostam da escola, acompanham bem as atividades propostas, se relacionam bem com os colegas. Claro que cada um tem suas particularidades, reflexo da personalidade de cada um.
Descobrimos, por exemplo, que Laura dá conta de suas atividades individuais e ainda tem tempo de conversar. Ela é danadinha, mas não pode fazer isso senão atrapalha os colegas. E gosta de conversar, segundo a professora. E ficamos sabendo que o Diogo gosta de mostrar as lições feitas pra todos os colegas, na hora da roda. E que o Mario se sente inseguro pra começar as tarefas e frente a algumas situações como, por exemplo, quando fica sem lápis pra fazer as atividades.
Como considero que a escola tem o seu papel bem definido, cumprindo com sua parte na formação dos tri no que diz respeito a educação escolarizada e a socialização, procuro manter essa experiência deles a mais privativa possível. A escola é a experiência deles, em que eles estão sós, por eles mesmos. É o seu universo particular. Procuro não interferir deixando que eles tenham essa experiência preservada em sua intimidade. Isso é diferente de participar da vida escolar, de se interessar pelo que fazem na escola. Participo e bastante. Mas há coisas que são deles. Só deles.
Enfim, a reunião foi muito legal. Do jeito que as coisas andam, acho que eles têm chance de passar de ano!
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