agosto 17, 2009

volta às aulas

Hoje foi o primeiro dia de aula depois da prorrogação do início do semestre por causa da gripe suína. Os trigêmeos foram felizes da vida, radiantes, retomar suas atividades, reencontrar seus amigos, reativar sua vida social. Apesar de apreensivos, achamos melhor voltar a rotina, mesmo com a possibilidade de continuar com as atividades do Progresso em casa, oferecida pelo colégio. Minha percepção é que a suspensão das aulas, por si só, não muda o quadro da gripe de maneira significativa. Bia não tem tanta certeza. Decisões difíceis.

Ontem li uma entrevista no Estadão que me deixou mais seguro. Transcrevo aqui alguns trechos do que disse à repórter Adriana Carranca o médico sanitarista Gonçalo Vieira Neto, superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês, ex-diretor da Anvisa.

"Suspender as aulas era inevitável?
A gripe veio pra ficar. Fará seu curso no inverno, matará tantos quanto a gripe comum e a partir da primavera sua incidência vai diminuir. Então, para fazer sentido, as aulas tinham que ser suspensas até o final do inverno. Duas semanas não adianta nada. A medida só se justifica do ponto de vista político porque, se morresse um aluno a culpa toda iria recair exclusivamente sobre o governo. O que eu recomendo é o retorno das aulas e a proibição das crianças com sintoma de gripe de irem à escola.

Mas o vírus não pode ser transmitido sem os sintomas?
No primeiro dia de transmissão, sim. Mas nós continuamos andando de ônibus e metro, indo à igreja, freqüentando locais fechados como os shoppings. Não faz sentido cancelar somente as aulas.

(...) No inverno de 2008 a gripe matou 17 pessoas por dia em São Paulo. A diferença é que 45% delas tinham mais de 80 anos. E, dessa vez, nos parece que os idosos estão sendo menos afetados. (...) Essa é uma boa notícia. (...) A má notícia é essa pneumonia que verificamos nos jovens infectados pelo H1N1. (...) Hoje, o que se pode afirmar sobre o H1N1 é que é transmitido como uma doença respiratória com índice de mortalidade dentro dos padrões de uma gripe comum. A única faixa que foge desse padrão e nos preocupa é a de jovens, entre 15 e 30 anos. (...) Não há indícios de estarmos caminhando para uma catástrofe."

[Jornal O Estado de São Paulo, 16 de agosto de 2009, p. A 26]

4 comentários:

Glória disse...

Sinto-me tateando às cegas com essa gripe. Temo pelas crianças...
Os abençôo com toda minha fé ao saírem para a escola (faço isso sempre). Acredito na força da bênção de pai e mãe.
Eles não tem frequentado lugares fechados.
Vai ficar tudo bem.

Jussara disse...

Pelo o que vc fala, os tri têm uma ótima alimentação, comem de tudo, são super ativos e saudáveis. Isso contribui para um bom sistema imunológico. É bom ficar alerta, mas sem neuras. Aqui onde moro faz mto calor, e os especialistas já disseram que em lugares assim é mais difícil do vírus se propagar. Ainda assim, já existem alguns casos de pessoas com a gripe. Mas sinceramente, ela não me assusta. Acho que a mídia tá fazendo alarde em excesso. Tanto que já corre na internet um texto denominado "A pandemia do lucro", com o qual eu concordo, exceto pela parte das vacinas, das quais não sou fã. Mto boa a entrevista com esse médico sanitarista.

Alê disse...

Octavio, aqui fiquei assim dividida como vcs!!!Mas,hoje a Marina voltou a escola.Pensei, repensei e vi que não dá para colocá-la numa bolha(bem q eu gostaria)rs
Mas, rezo todos os dias para q essa pandemia acabe logo.
E que Deus proteja nossos pequenos!
Beijos

Trigêmeos disse...

Que turminha linda! Deus os proteja sempre de todo mal.
gde abraco